Caenorhabditis elegan no Prêmio Nobel de 2024?
Vamos entender essa história! Nos últimos esteve em alta no mundo da ciência sobretudo, a notícia sobre o Prêmio Nobel de Fisiologia de Medicina de 2024. Essa é uma das maiores premiações da área das ciências e o sonho de todos os pesquisadores do mundo!
O Prêmio Nobel foi concedido a Victor Ambros e Gary Ruvkun por suas descobertas inovadoras sobre os microRNAs. Por certo, essa descoberta revelou um novo princípio de controle gênico que é essencial para o desenvolvimento e funcionamento de organismos multicelulares, incluindo os seres humanos.
Atualmente, Victor Ambros é professor na University of Massachusetts Chan Medical School, e Gary Ruvkun é professor na Harvard Medical School e no Massachusetts General Hospital. Ambos realizaram suas pesquisas de pós-doutorado no laboratório de H. Robert Horvitz no MIT, com o intuito de explorar os mecanismos de regulação genética que levariam à descoberta dos microRNAs.
Mas o que são esses microRNAs?
Em suma, os microRNAs são pequenas moléculas de RNA (como o próprio nome já diz) que regulam a expressão de genes ao se ligarem ao RNA mensageiro, impedindo que ele seja traduzido em proteínas. Essa regulação é fundamental para processos biológicos, como o desenvolvimento e diferenciação celular, e até mesmo para a resposta a várias doenças. A descoberta de Ambros e Ruvkun foi a primeira a mostrar que os microRNAs agem inibindo a tradução de mRNA, um mecanismo até então desconhecido.
O trabalho que levou à descoberta começou nas décadas de 80 e 90, quando Ambros e Ruvkun estudavam o nematódeo Caenorhabditis elegans. Eles focaram em dois genes mutantes, lin-4 e lin-14, que apresentavam problemas no controle do desenvolvimento. Ambros descobriu que o gene lin-4 produzia uma pequena molécula de RNA que inibia a expressão do gene lin-14, enquanto Ruvkun demonstrou que essa inibição ocorria ao nível do RNA mensageiro, bloqueando sua tradução em proteínas.
Como esse Prêmio Nobel contribui para os dias de hoje
Desde essa descoberta, foi identificado que o genoma humano contém mais de mil genes que codificam microRNAs. Esses microRNAs são cruciais para muitos processos biológicos e estão associados a diversas doenças, incluindo câncer, doenças cardiovasculares e distúrbios neurológicos. A manipulação desses microRNAs já é considerada uma abordagem promissora para o desenvolvimento de novas terapias e tratamentos médicos
Inegavelmente, a descoberta dos microRNAs abriu uma nova área de pesquisa na biologia molecular e mudou nossa compreensão sobre como as células regulam a expressão gênica. Esses pequenos RNAs permitem um controle preciso e complexo dos genes, que é essencial para o desenvolvimento adequado dos organismos e para prevenir doenças. A regulação genética mediada por microRNAs agora é vista como uma ferramenta potencial para novas estratégias terapêuticas, especialmente em doenças onde a regulação gênica é um fator crítico.
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Fonte: https://www.nobelprize.org/prizes/medicine/2024/summary/
