Hematomas após a coleta de sangue
A coleta de sangue é um procedimento rotineiro em laboratórios e hospitais, mas nem sempre é completamente livre de efeitos indesejados. Um dos problemas mais comuns observados é o hematoma após a coleta de sangue, caracterizado pelo acúmulo de sangue fora do vaso sanguíneo, formando uma mancha arroxeada na pele. Apesar de geralmente ser benigno, o hematoma pode gerar preocupação por aparentar que houve erro na coleta.
O que é um hematoma?
Tecnicamente, um hematoma é a extravasão de sangue para os tecidos subcutâneos, resultante de ruptura ou perfuração da parede vascular durante a punção. Quando ocorre a perfuração, o sangue se acumula no espaço entre a pele e o tecido subcutâneo. Inicialmente, o hematoma apresenta coloração avermelhada, evoluindo para tons azulados ou arroxeados à medida que a hemoglobina se degrada. Com o tempo, os pigmentos sanguíneos são metabolizados, levando à absorção gradual do hematoma, processo que pode durar de alguns dias a duas semanas, dependendo do tamanho e da localização.
Do ponto de vista fisiológico, o organismo realiza a reabsorção dos glóbulos vermelhos extravasados por fagócitos locais, e a hemoglobina liberada é degradada em biliverdina e bilirrubina, conferindo as mudanças de coloração típicas do hematoma.
Fatores que contribuem para a formação de hematomas
A ocorrência de hematomas está relacionada a fatores técnicos, anatômicos e individuais do paciente.
Fatores técnicos
- Torniquete excessivamente apertado ou aplicado por longo tempo: aumenta a pressão venosa e facilita o extravasamento de sangue.
- Punção fora do centro da veia: deslocamento ou perfuração lateral da parede vascular aumenta risco de hematoma.
- Movimento do braço durante ou após a coleta: pode deslocar o coágulo inicial, expandindo o extravasamento sanguíneo.
- Repetição de punções no mesmo local: múltiplas tentativas aumentam a probabilidade de hematoma.
Fatores anatômicos
- Tipo de veia: veias superficiais, pequenas ou frágeis apresentam maior risco de extravasamento.
- Localização da veia: veias do antebraço são menos propensas a hematomas extensos do que veias do dorso da mão.
Fatores individuais do paciente
- Idade avançada: veias mais frágeis e pele menos elástica.
- Uso de anticoagulantes ou antiplaquetários: aumenta o risco de sangramento e hematomas maiores.
- Condições médicas: distúrbios de coagulação, trombocitopenia, doenças hepáticas ou renais podem predispor ao extravasamento sanguíneo.
- Estado nutricional: deficiência de vitamina C ou proteínas pode afetar a integridade vascular.
Incidência e dados clínicos
Estudos clínicos indicam que a incidência de hematomas após coleta venosa varia entre 10% e 25%, dependendo da técnica utilizada, experiência do profissional e características do paciente. Em pacientes de risco, como idosos ou usuários de anticoagulantes, essa taxa pode ultrapassar 30%. A literatura enfatiza que hematomas leves raramente comprometem a saúde do paciente, mas podem impactar a coleta subsequente e gerar desconforto.
Prevenção de hematomas
A prevenção de hematomas envolve atenção à técnica, escolha adequada do local de punção e cuidados imediatos após a coleta:
- Aplicar pressão firme e contínua sobre o local após a retirada da agulha por pelo menos 1 a 2 minutos.
- Evitar movimentar o braço durante e imediatamente após a coleta.
- Utilizar agulhas compatíveis com o calibre da veia e dispositivos de segurança que reduzam trauma vascular.
- Seguir protocolos de antissepsia e posicionamento adequados.
- Priorizar veias de calibre adequado, superficiais e sem fragilidade evidente.
- Planejar a coleta considerando histórico de hematomas e medicações do paciente.
Cuidados após o aparecimento de hematomas
Embora a maioria dos hematomas seja autolimitada, cuidados simples podem acelerar a resolução e minimizar desconforto:
- Aplicar compressas frias nas primeiras horas após a coleta para reduzir extravasamento e edema.
- Elevar o braço acima do nível do coração sempre que possível.
- Evitar pressionar excessivamente o hematoma.
- Observar sinais de complicação, como vermelhidão intensa, calor local, dor progressiva ou aumento rápido do hematoma, que requerem avaliação profissional.
- Aplicação de pomadas tópicas hemostáticas ou anti-inflamatórias, quando indicadas, pode auxiliar na absorção.
Hematomas pós-coleta são comuns e geralmente benignos, mas sua ocorrência depende de múltiplos fatores, incluindo técnica, anatomia da veia e condições do paciente. A adoção de boas práticas, técnicas precisas e protocolos de segurança é essencial para reduzir riscos e desconfortos.
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